Quais tipos de piso mais causam acidentes de trabalho?


11 de fevereiro de 2026

Rascunho automático 11

Quando se fala em acidentes de trabalho, a maioria das empresas pensa em máquinas, ferramentas ou falhas humanas.

Mas existe um fator presente em praticamente todos os ambientes industriais que está por trás de grande parte dos incidentes: o piso inadequado.

Neste artigo, você vai entender quais tipos de piso mais causam acidentes de trabalho, por que eles são perigosos e como prevenir esses problemas com soluções corretas de piso, tapetes e estrados de segurança.

Por que o piso é um dos maiores causadores de acidentes de trabalho?

O piso é a superfície de contato constante entre o trabalhador e o ambiente. Em ambientes com água, óleo, graxa, produtos químicos ou circulação intensa, o piso exige soluções específicas.
Sem elas, o que deveria ser apoio passa a ser instabilidade, aumentando drasticamente a chance de acidentes.

Além disso, pisos inadequados contribuem para fadiga física, perda de atenção e erros operacionais, criando um efeito cascata que compromete toda a segurança do local.

Quais tipos de piso mais causam acidentes de trabalho?

Nem todo piso é adequado para qualquer ambiente. A seguir, veja os tipos de piso que mais estão associados a acidentes de trabalho:

1. Pisos lisos em áreas molhadas ou oleosas

Pisos como cerâmica, porcelanato ou concreto polido tornam-se extremamente perigosos quando entram em contato com água, óleo ou produtos de limpeza.

Esse tipo de piso está entre os principais causadores de:

  • Escorregões;
  • Quedas;
  • Fraturas e torções;

Ambientes como cozinhas industriais, vestiários, áreas de lavagem e entradas externas exigem tratamento antiderrapante ou uso de tapetes e estrados adequados.

2. Pisos molhados sem drenagem adequada

Locais com lavagem constante ou presença constante de líquidos acumulam água sobre a superfície do piso.

Sem drenagem ou estrados, o risco aumenta significativamente, principalmente em:

  • Lavanderias industriais;
  • Áreas de higienização;
  • Indústrias alimentícias.

Nesses casos, o piso deixa de oferecer atrito e se transforma em um ponto crítico de acidentes.

Leia mais em: Conheça a NR 12 e sua importância na prevenção de acidentes

3. Pisos irregulares, trincados ou desnivelados

Buracos, trincas, remendos mal feitos e desníveis são causas frequentes de tropeços e quedas.

Mesmo pequenas irregularidades podem gerar:

  • Entorses;
  • Lesões nos joelhos e tornozelos;
  • Quedas inesperadas em áreas de circulação.

Esses problemas afetam não apenas o trabalhador a pé, mas também a circulação de carrinhos, macas e equipamentos.

4. Pisos muito rígidos em postos de trabalho fixos

Pisos em concreto bruto ou cerâmica, quando usados em locais onde o colaborador permanece longos períodos em pé, causam acidentes de forma indireta.

O impacto constante gera:

  • Dores nas pernas e na coluna;
  • Fadiga muscular;
  • Problemas circulatórios;

Esses fatores contribuem para afastamentos por LER e DORT, especialmente quando não há tapetes ergonômicos ou antifadiga, conforme orienta a NR-17.

5. Pisos sem isolamento em áreas elétricas

Em áreas com painéis, subestações e cabines elétricas, o uso de piso comum representa um risco grave.

A ausência de tapete isolante elétrico, exigido pela NR-10, pode resultar em:

  • Choques elétricos;
  • Queimaduras;
  • Acidentes fatais.

Nesses ambientes, o piso precisa atuar como equipamento de proteção coletiva, isolando o trabalhador do solo.

Veja também: Como a escolha do tapete certo melhora a operação em áreas críticas


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