Como incluir os riscos relacionados ao piso no PGR?


13 de agosto de 2026

Rascunho automático 13
Quando uma empresa elabora o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), máquinas, eletricidade, produtos químicos e equipamentos normalmente recebem grande atenção. Mas existe um risco presente em praticamente toda a operação e que muitas vezes passa despercebido: o piso.

Superfícies escorregadias, desniveladas, molhadas ou inadequadas para atividades realizadas em pé podem contribuir para quedas, fadiga, desconforto e outros acidentes de trabalho.

Por isso, avaliar as condições do piso deve fazer parte da identificação e do gerenciamento dos riscos ocupacionais sempre que essas condições representarem perigos para os trabalhadores.

Neste artigo, você vai entender como incluir os riscos relacionados ao piso no PGR, quais situações devem ser avaliadas e como soluções de segurança podem ajudar a transformar riscos identificados em medidas efetivas de prevenção.

O que é o PGR e por que o piso deve fazer parte da análise de riscos?

O PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é uma ferramenta prevista na NR-1 para estruturar o gerenciamento dos riscos ocupacionais existentes nas organizações. Na prática, a empresa precisa identificar perigos, avaliar os riscos associados e estabelecer medidas de prevenção compatíveis com as situações encontradas.

Um corredor com óleo, um posto de trabalho sobre superfície rígida ou uma área elétrica sem proteção adequada apresentam situações completamente diferentes. Consequentemente, não podem receber a mesma medida preventiva.

O ponto central é simples: se uma condição relacionada ao piso pode expor o trabalhador a um risco ocupacional, ela precisa ser considerada no gerenciamento desse risco.

Quais riscos relacionados ao piso devem ser identificados no PGR?

Não basta analisar o piso quando ele está limpo e vazio, é necessário entender o que acontece durante a produção, higienização, manutenção e circulação de pessoas e equipamentos.

Entre as situações que merecem atenção estão:

  • Pisos escorregadios;
  • Presença de água, óleo, graxa ou resíduos;
  • Desníveis e irregularidades;
  • Superfícies desgastadas;
  • Áreas com drenagem insuficiente;
  • Postos com permanência prolongada em pé;
  • Locais com risco elétrico;
  • Corredores com grande fluxo de pessoas;
  • Áreas onde há circulação de cargas e equipamentos.

Um piso aparentemente adequado pode se tornar inseguro quando as condições da operação mudam. Por isso, a análise precisa considerar o perigo, a exposição e as atividades realizadas naquele local.

Veja também: Como os pisos de segurança ajudam no cumprimento da nova NR-1?

Quais soluções ajudam a controlar os riscos relacionados ao piso?

Depois de identificar e avaliar o risco, chega a etapa mais importante: definir as medidas de prevenção. Dependendo das características do ambiente, diferentes soluções podem ser utilizadas. Veja algumas delas:

Tapetes antiderrapantes

Em áreas com presença de água, óleo ou outros resíduos, os tapetes antiderrapantes podem aumentar a aderência e proporcionar uma superfície mais segura para circulação ou permanência do trabalhador.

Estrados drenantes

Quando o problema envolve acúmulo frequente de líquidos, os estrados drenantes ajudam a manter o trabalhador acima da superfície molhada. Eles são especialmente úteis em ambientes sujeitos a lavagem constante, umidade e resíduos líquidos.

Tapetes ergonômicos

Superfícies muito rígidas podem contribuir para desconforto e fadiga durante a jornada. Nesses ambientes, tapetes ergonômicos e antifadiga podem integrar as medidas adotadas para melhorar as condições do posto de trabalho, em conjunto com a análise ergonômica e outras ações relacionadas à NR-17.

Tapete isolante elétrico

Em áreas com riscos elétricos, a solução precisa ser compatível com as características da instalação e com as medidas de proteção definidas para a atividade. Os tapetes isolantes elétricos são desenvolvidos para aplicações em painéis, cabines, subestações e outros ambientes específicos, devendo possuir classe de isolação adequada e documentação técnica correspondente.

Perguntas frequentes sobre riscos do piso no PGR

Incluir corretamente as condições do piso no gerenciamento de riscos ajuda a transformar problemas aparentemente simples em ações concretas de prevenção. Entre as principais dúvidas estão:

Todo piso precisa aparecer no PGR?

Não necessariamente. O que deve ser considerado são os perigos e riscos ocupacionais identificados nas atividades e ambientes. Quando as condições do piso representam risco aos trabalhadores, elas precisam entrar na avaliação.

Piso escorregadio deve ser considerado no PGR?

Sim, quando representa perigo no ambiente de trabalho. É importante avaliar a origem do problema, frequência de exposição, trabalhadores envolvidos e possíveis consequências.

Instalar um tapete antiderrapante é suficiente para eliminar o risco?

Nem sempre. A solução depende da causa do problema. Pode ser necessário combinar adequação do piso, drenagem, limpeza, manutenção, organização do ambiente e outras medidas preventivas.

Como comprovar que a empresa adotou medidas para controlar o risco?

É importante manter registros das avaliações, medidas implementadas, inspeções e documentos técnicos aplicáveis. Laudos e especificações dos produtos utilizados também podem contribuir para documentar as soluções adotadas.

Descubra mais em: Onde o uso do tapete ergonômico é mais recomendado?

Por que contar com uma empresa especializada ajuda na adequação do piso?

A Elasta, referência em pisos e tapetes de segurança desde 2002, oferece soluções para diferentes condições de trabalho, incluindo tapetes antiderrapantes, tapetes ergonômicos e antifadiga, tapetes isolantes elétricos e estrados industriais.

Contar com orientação especializada ajuda a selecionar produtos compatíveis com os riscos identificados, evitando soluções genéricas que podem não entregar o desempenho esperado.

Fale conosco e descubra soluções sob medida para transformar os riscos identificados no ambiente em medidas práticas de segurança, ergonomia e prevenção.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *