
Quando se fala em acidentes de trabalho, a maioria das empresas pensa em máquinas, ferramentas ou falhas humanas.
Mas existe um fator presente em praticamente todos os ambientes industriais que está por trás de grande parte dos incidentes: o piso inadequado.
Neste artigo, você vai entender quais tipos de piso mais causam acidentes de trabalho, por que eles são perigosos e como prevenir esses problemas com soluções corretas de piso, tapetes e estrados de segurança.
Por que o piso é um dos maiores causadores de acidentes de trabalho?
O piso é a superfície de contato constante entre o trabalhador e o ambiente. Em ambientes com água, óleo, graxa, produtos químicos ou circulação intensa, o piso exige soluções específicas.
Sem elas, o que deveria ser apoio passa a ser instabilidade, aumentando drasticamente a chance de acidentes.
Além disso, pisos inadequados contribuem para fadiga física, perda de atenção e erros operacionais, criando um efeito cascata que compromete toda a segurança do local.
Quais tipos de piso mais causam acidentes de trabalho?
Nem todo piso é adequado para qualquer ambiente. A seguir, veja os tipos de piso que mais estão associados a acidentes de trabalho:
1. Pisos lisos em áreas molhadas ou oleosas
Pisos como cerâmica, porcelanato ou concreto polido tornam-se extremamente perigosos quando entram em contato com água, óleo ou produtos de limpeza.
Esse tipo de piso está entre os principais causadores de:
- Escorregões;
- Quedas;
- Fraturas e torções;
Ambientes como cozinhas industriais, vestiários, áreas de lavagem e entradas externas exigem tratamento antiderrapante ou uso de tapetes e estrados adequados.
2. Pisos molhados sem drenagem adequada
Locais com lavagem constante ou presença constante de líquidos acumulam água sobre a superfície do piso.
Sem drenagem ou estrados, o risco aumenta significativamente, principalmente em:
- Lavanderias industriais;
- Áreas de higienização;
- Indústrias alimentícias.
Nesses casos, o piso deixa de oferecer atrito e se transforma em um ponto crítico de acidentes.
Leia mais em: Conheça a NR 12 e sua importância na prevenção de acidentes
3. Pisos irregulares, trincados ou desnivelados
Buracos, trincas, remendos mal feitos e desníveis são causas frequentes de tropeços e quedas.
Mesmo pequenas irregularidades podem gerar:
- Entorses;
- Lesões nos joelhos e tornozelos;
- Quedas inesperadas em áreas de circulação.
Esses problemas afetam não apenas o trabalhador a pé, mas também a circulação de carrinhos, macas e equipamentos.
4. Pisos muito rígidos em postos de trabalho fixos
Pisos em concreto bruto ou cerâmica, quando usados em locais onde o colaborador permanece longos períodos em pé, causam acidentes de forma indireta.
O impacto constante gera:
- Dores nas pernas e na coluna;
- Fadiga muscular;
- Problemas circulatórios;
Esses fatores contribuem para afastamentos por LER e DORT, especialmente quando não há tapetes ergonômicos ou antifadiga, conforme orienta a NR-17.
5. Pisos sem isolamento em áreas elétricas
Em áreas com painéis, subestações e cabines elétricas, o uso de piso comum representa um risco grave.
A ausência de tapete isolante elétrico, exigido pela NR-10, pode resultar em:
- Choques elétricos;
- Queimaduras;
- Acidentes fatais.
Nesses ambientes, o piso precisa atuar como equipamento de proteção coletiva, isolando o trabalhador do solo.
Veja também: Como a escolha do tapete certo melhora a operação em áreas críticas